Força, poder e energia!

quarta-feira, 26 de março de 2008

Mantra - Vocalização de sons e ultra-sons

Mantra pode-se traduzir como vocalização. Compõe-se do radical man (pensar) + a partícula tra (instrumento). É significativa tal cons­trução semântica, já que o mantra é muito utilizado para se alcançar a "supressão da instabilidade da consciência", denominada intuição linear ou... meditação!

Mantra pode ser qualquer som, sílaba, palavra, frase ou texto, que de­tenha um poder específico. Porém, é fundamental que pertença a uma língua morta, na qual os significados e as pronúncias não sofram a ero­são dos regionalismos, modismos e outras alterações constantes por causa da evolução da língua viva.

Em se tratando de Yôga, somente o idioma sânscrito é aceito. Dele foram extraídos os mantras do nosso acervo. E não se deve misturá-los com mantras de outras línguas ou de outras tradições, para evitar o tristemente célebre choque de egrégoras.

Para quê praticar mantra

Existem mantras para facilitar a concentração e a meditação, mantras para serenar e para energizar, para adormecer e para despertar, para aumento do fôlego e para educar a dicção, para desenvolver chakras e despertar a kundaliní, para melhorar a saúde, entre outros fins que você pode saber mais no livro Faça Yôga Antes que você Precise e Yôga, Mitos e Verdades.

Na prática básica de ády ashtánga sádhana, o mantra é utilizado para aplicar a vibração de ultra-sons no desesclerosamento de nádís, que são os meridianos por onde o prána circula em nosso corpo físico energético. Na maior parte das pessoas tais nádís estão obstruídas por maus costumes alimentares que as entopem da mesma forma que as artérias, e também por maus costumes emocionais, dando vazão a uma enorme variedade de sentimentos inferiores, pesados e viscosos.

Para desenvolver chakras, os mantras atuam por ressonância. É o mesmo fenômeno que se observa quando afinamos dois instrumentos de corda e depois, tocando um deles, o outro, deixado a uma certa distância, toca sozinho, por simpatia. Da mesma forma, se conseguir­mos reproduzir os ultra-sons que têm a ver com a afinação dos chakras, eles reagem a esse estímulo.

Segundo a Física, a ressonância tem tanta força que uma tropa não deve atravessar pontes marchando. Se o fizer, a ponte pode ruir, como já aconteceu várias vezes. Todo militar sabe disso, mas poucos sabem que tal procedimento está intimamente ligado à arte dos mantras.

Como não conseguimos escutar os ultra-sons, os Mestres do passado criaram determinados sons que têm a propriedade de reproduzi-los simultaneamente, tal como se os ultra-sons acompanhassem o vácuo dos sons audíveis. Assim, pessoas comuns passam a ter a capacidade de emitir vibrações que atuem nas áreas mais recônditas da nossa fisi­ologia pránica.

Não adianta ler os mantras escritos, nem mesmo em pauta musical. É pre­ciso escutá-los atentamente e buscar reproduzi-los exatamente da mesma forma. É necessário que um Mestre experiente os ouça e corrija sucessivas vezes, até que os mantras fiquem precisamente corretos.

Por isso, na Índia, alguns Mestres de mantra ficam furiosos quando os ocidentais lhes perguntam com que nota musical este ou aquele mantra deve ser feito.

Mantra não é música! – Vociferam eles, cheios de razão.

Assim sendo, saber que lam atua no múládhára chakra, que vam atua no swádhisthána, ram no manipura, yam no anáhata, ham no vishu­ddha e ôm no ájña e no sahásrara, não resolve absolutamente nada, se o praticante não tiver um Mestre que, além de entoar cada um, ainda esteja disponível para corrigir sua vocalização.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

SwáSthya!